12 FATOS SOBRE O SILICONE QUE PODEM AJUDAR NA SUA DECISÃO

Brasil, Estética, Personalidades, Saúde

Por Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia
Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital
Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP)

De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP), em 2016, houve um aumento de 19,6% no número de cirurgias para
aumento das mamas. Foram 288.597 procedimentos só em 2016.

E mesmo que o implante de silicone tenha se tornado uma prática cada vez
maior e mais natural entre as mulheres, ainda há dúvidas e mitos acerca
da cirurgia, fazendo com que a decisão de aumentar as mamas seja um
receio, muitas vezes, desnecessário.

Para tirar algumas das principais dúvidas, seguem 12 fatos sobre o
implante de silicone:

1 – A prótese pode camuflar diagnósticos de exames de imagem, como
mamografia ou ultrassom?
A presença de próteses mamárias não interfere na realização dos
exames para detecção de doenças mamárias. Pode-se fazer normalmente a
mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética.

2 – Pode haver rejeição por parte do meu corpo? Se acontecer, qual o
procedimento?
Na verdade, não existe “rejeição” de qualquer prótese pelo corpo
humano. O que pode ocorrer é um processo infeccioso ou inflamatório ao
redor da prótese. Em alguns casos, pode ser necessária a retirada
temporariamente. Após o tratamento adequado e finalizado do processo
infeccioso ou inflamatório, é possível rever a nova implantação do
silicone.

3 – Sou muito nova – ou – estou muito velha para colocar silicone?
A idade mínima para a colocação de próteses é definida
individualmente: as mamas devem ter completado totalmente sua formação e
crescimento, o que se dá por volta dos 16 anos. Não há idade máxima
para se colocar ou trocar a prótese de silicone, desde que as condições
de saúde da paciente permitam uma cirurgia segura.

4 – Como saber o tamanho ideal para meu biotipo?
A definição do tamanho ideal para cada paciente leva em conta diversos
fatores: desejo da paciente, volume, medidas e forma inicial das mamas,
medidas de altura e largura da caixa torácica, entre outros. Somente após
uma consulta com um cirurgião plástico é que podemos definir o volume
que deverá ser utilizado na cirurgia.

5 – E se eu achar que coloquei pouco ou muito?
Sempre há a possibilidade de se trocar as próteses, o que necessitará de
novo de um procedimento cirúrgico.

6 – Hoje, há uma série de tipos de prótese. Como saber qual a mais
segura?
Assim como na escolha do tamanho, vários fatores influenciam nessa
escolha. Na consulta com o cirurgião plástico, há a exposição dos
diversos tipos de próteses e definição da mais adequada para cada
paciente.

7 – Há perigo de estourar ou vazar?
Há, sim, o risco de rompimento da prótese. Estudos atuais indicam taxas
variáveis entre 1 e 5% ao longo de 10 anos. O fenômeno de vazamento
(bleeding) tem diminuído muito ao longo dos anos. Atualmente, é mais
raro, devido à melhoria constante da qualidade das próteses, que possuem
hoje um gel de preenchimento e camadas de revestimento mais resistentes.

8 – Vou ter a mesma sensibilidade nos seios com a prótese?
Pode haver diminuição da sensibilidade das mamas, geralmente parciais e
reversíveis. Alguns estudos apontam que a maioria das pacientes que
permaneceram com alteração da sensibilidade fariam a cirurgia novamente.
Isso indica que a melhoria da autoestima supera eventual alteração da
sensibilidade.

9 – Posso amamentar normalmente? O silicone pode interferir na produção
do leite?
Se a prótese for colocada via inframamária (incisão embaixo das mamas)
ou pela via axilar, não há cortes na glândula nem nos ductos mamários.
Assim, não há prejuízo na amamentação.

10 – Preciso trocar a prótese depois de um determinado tempo?
As próteses atuais não possuem “prazo de validade”. Só há
necessidade de troca em caso de alguma complicação, como ruptura.

11 – Caso a paciente opte por um tamanho maior que o ideal para seu
biótipo, há algum risco? Quais?
Sim. Há maior possibilidade de desenvolvimento de estrias e sinmastia
(quando as mamas se unem na região central do tórax).

12 – Como é a recuperação?
O período de recuperação da cirurgia de próteses mamárias é
relativamente curto. Durante a primeira semana, há necessidade maior de
repouso. Havendo uma boa evolução, eventos sociais, como um jantar,
encontro de amigos ou um passeio curto, já estarão liberados. Em cerca de
três semanas, a paciente já retomou grande parte de suas atividades
habituais, incluindo exercícios físicos moderados.

Vale lembrar que o ideal é sempre procurar um especialista que seja membro
da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Informações à imprensa
Flávia Vargas Ghiurghi
flaviavghiurghi@hotmail.com
flaviaghiurghi@gmail.com
(11) 9-9716-2800